"Oceans"

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terça-feira, 9 de junho de 2015

"ACEITANDO A JESUS!" QUAL A ORIGEM DO APELO NOS CULTOS CRISTÃOS EVANGÉLICOS... ORIGEM E EFICIÊNCIA ESPIRITUAL

Infelizmente, de tempos em tempos, algumas pessoas literalmente passam a procurar inadivertidamente "chifres na cabeça de cavalos". A "bola da vez" é impulsionada por grupos mais tradicionais, ou mais que tradicionais, mais que históricos, dos reformados ( não todos é verdade, mas parte deles ) geralmente de igrejas e congregações pequenas com cerca de quarenta a cem famílias representadas que praticamente ogerizam as megas igrejas e seu crescimento.

Eu sou a favor do apelo, como é feito, embora alguém apropriadamente possa asseverar igualmente que o "aceitar Jesus" não garanta a real eficácia de uma conversão. Mesmo porque a  também histórica "profissão de fé" também de fato não a garanta. Verdade é também que muitas igrejas batistas, além de outras por exemplo, combinam as duas coisas: apelo público ( aceitação de Cristo a frente do altar ) e profissão de fé em uma reunião que anteceda o batismo. Adota-se em muitos casos o chamado "discipulado". Afinal a conversão seguida do "novo nascimento" é de fato um ato divino na vida do ser humano criando uma reversão de valores, mudança radical de atitude e comportamento, o que a Bíblia define muito apropriadamente como "novidade de vida", o surgimento de uma "nova criatura".

Por Helvécio S. Pereira

Saiba mais sobre a real história do "apelo público" e quem foi o seu criador há mais de duzentos anos.

O pastor encerra seu sermão: “O Espírito Santo convida você a vir. A congregação orando, esperando ansiosa, convida você a vir. Na primeira nota da primeira estrofe, desça as escadas, desça por estes corredores. Que os anjos possam acompanhá-lo. Que o Espírito Santo de Deus o encoraje. Que a presença de Jesus caminhe ao seu lado enquanto você vem, enquanto nós permanecemos em pé e cantamos ao Senhor”. E as pessoas realmente vêm. Semana após semana, em igrejas por todo o mundo, cenas como essa acontecem ao fim de milhares de sermões. A congregação fica em pé e canta; os pecadores caminham pelos corredores e oram por salvação.

Este método evangelístico bem comum, conhecido como sistema de apelo, não foi sempre assim. Evangelistas bem-sucedidos como George Whitefield, Jonathan Edwards e John Wesley nunca fizeram um chamado ao altar. De fato, eles nem sequer sabiam o que era isso. Eles convidavam seus ouvintes apaixonadamente para vir a Cristo pela fé e aconselhavam regularmente os pecadores ansiosos depois dos cultos. Mas não lhes pediam para dar uma resposta pública ou física após os sermões evangelísticos. Então, de onde vem esta prática?

Inicialmente, o apelo era usado como um meio eficiente de reunir pessoas espiritualmente interessadas em se juntarem para aconselhamento após um sermão. Em vez de procurar os penitentes um a um, o pregador os chama à frente, ou a outra sala, para conversar e orar. Alguns pastores usaram este recurso no fim da primeira década do século 18, mas apenas durante os encontros campais do segundo grande despertamento da América foi que eles realmente ganharam espaço.

Os encontros campais eram comuns em Estados de fronteiras, como Kentucky e Tennessee, por volta do começo do século 19. Estas reuniões que duravam alguns dias eram um meio de os ministros (a maioria metodista, batista, presbiteriana e discípulos) introduzirem o evangelho aos colonos rurais. As primeiras reuniões campais foram feitas com pregações apaixonadas e respostas extremas. Centenas de ouvintes gritavam, gemiam, desmaiavam, contorciam-se e choravam desesperadamente. Os pregadores geralmente viam estas respostas como evidência da obra do Espírito Santo.

Por volta de 1805, estes movimentos corporais espontâneos eram menos comuns. Os ministros faziam um “apelo” como um meio visível de medir a resposta das pessoas às suas mensagens. Os “altares” eram áreas cercadas perto do lugar principal de pregação no campo onde os pregadores desafiavam os pecadores a buscar a salvação. O pregador metodista Peter Cartwright descreveu um encontro campal em 1806: “O altar estava cheio de gente transbordando em lamentos”. Outro pregador metodista contou detalhadamente o momento em que “o cercado estava tão cheio de gente que as pessoas não tinham a possibilidade de fazer qualquer movimento lateral, mas estavam literalmente cambaleando em massa”. Os metodistas experimentaram um crescimento exponencial durante os primeiros do século 19, em parte por causa de seus métodos evangelísticos, incluindo os encontros campais e os apelos públicos.

Muitas pessoas consideram Charles Grandison Finney (1792-1875) o “pai do apelo”. Ordenado ministro presbiteriano em 1823, Finney começou a fazer os convites públicos muito tempo depois de os metodistas já terem feito desse método parte regular de seus encontros campais. Finney, entretanto, fez mais que qualquer outro para estabelecer os apelos como uma prática aceitável e popular no evangelismo americano. Ele normalmente chamava os pecadores ansiosos até a frente da congregação para se sentarem no “banco dos ansiosos”. Ali, eles recebiam oração e geralmente ouviam um sermão individual.

O apelo também foi uma das famosas “novas medidas” de Finney. Ele estava convencido de que os pastores poderiam produzir avivamento usando os métodos corretos e que, chamar pecadores arrependidos à frente “era necessário para tirar [os pecadores] do meio da massa de ímpios para levá-los a uma renúncia pública de seus caminhos pecaminosos”.

Enquanto muitos abraçaram as “novas medidas” de Finney, outros estavam desconfiados da teologia que sustentava a prática. Finney acreditava que a morte de Cristo tinha tornado a salvação possível para todos. A depravação humana era “uma atitude voluntária da mente”, e não algo que tinha nascido conosco. A conversão, portanto, dependia da vontade humana ser convencida a se arrepender e confiar em Cristo. De acordo com Finney, o apelo era uma ferramenta muito persuasiva para mudar a vontade humana. Ministros calvinistas, como Asahel Nettleton, rejeitaram a confiança que Finney tinha na capacidade humana e sua dependência no sistema de apelo. Eles acreditavam que o ser humano nasceu com uma natureza pecaminosa. Os pecadores eram incapazes de confiar em Cristo até que Deus mudasse seus corações.

O historiador Iain Murray aponta que muitos oponentes ao apelo “alegavam que o chamado para uma ‘resposta’ pública confundia um ato externo com uma mudança espiritual interna”. Além disso, diz Murray, o apelo efetivamente “instituiu uma condição de salvação que nunca apontava para Cristo”. Os críticos argumentam que o evangelismo dessa forma resultou em uma falsa segurança, já que uma grande parcela daqueles que iam à frente para “receber a Cristo” logo apostatavam.

A despeito das críticas, o sistema de apelo continua com força. Tornou-se um artefato permanente no evangelismo americano. Só é preciso assistir a alguns poucos minutos de uma cruzada de Billy Graham na televisão para reconhecer que aquilo que um dia foi uma “nova medida” se tornou uma tendência dominante. A voz distinta de Graham chama em alto som: “Suba ali, desça aqui, eu quero que você venha. Se você estiver com parentes e amigos, eles vão esperar por você. Os ônibus vão esperar por você. Cristo percorreu todo o caminho da cruz porque Ele o amava. Certamente você pode dar alguns passos e dar sua vida a Ele”. Enquanto o local deixou de ser a remota Kentucky e se transferiu para os modernos estádios de futebol, e o meio de transporte evoluiu de carroças cobertas para ônibus fretados, o sistema de apelo resistiu.

O apelo é modernamente caracterizado, até hoje, nas histórias de incontáveis cristãos que contam ter encontrado Cristo quando ficaram em pé, ergueram suas mãos, deram passos até a frente e chegaram ao altar, respondendo ao apelo.

Fonte: Notícias Gospel

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O TESTEMUNHO DE UMA JOVEM CHAMADA BÁRBARA... É DE FATO UMA PENA QUE TANTAS VEZES ALGUNS CRENTES SE OCUPEM EM PRESCRUTAR APENAS QUE IGREJA IR OU DEIXAR DE IR...VEJA ESSE TESTEMUNHO!



Vitória surpreendente

Aos 12 anos, Bárbara já era mulher de bandido e ajudava no tráfico. Aos 15, fugiu para o Rio de Janeiro, onde foi aliciada para ser garota de programa. O que a vida reservou a esta jovem?


Neia Meneses
redacao@folhauniversal.com.br


Uma reportagem feita em 2010 pelo canal BBC, de Londres, revelou dados alarmantes sobre o turismo sexual no Brasil. De acordo com uma investigação realizada pela emissora, as crianças e adolescentes são os atrativos principais para a vinda de turistas em busca de sexo fácil. São meninas que “vendem” a hora por 5 dólares em troca de serviços. Para estas jovens, os dez clientes que costumam ter por noite são suficientes para a compra do crack, droga muito comum nesta área. Estima-se que mais de 250 mil crianças brasileiras estejam perdendo a infância para a prostituição.


Outro drama vivido por estes brasileirinhos se refere ao aliciamento por parte de traficantes para integrar uma quadrilha. Muitos se iniciam no mundo do tráfico em comunidades como “olheiros”, onde cumprem a função de avisar os demais companheiros sobre a entrada da polícia ou facções rivais. Munidos de armas potentes, estas crianças em sua maioria vêm de lares onde a situação financeira dos pais é crítica e, assim, acabam se deixando levar pelo fascínio do dinheiro fácil.


O drama de Bárbara


Bárbara Oliveira, de 29 anos, cresceu em um lar destruído. A mãe era traficante e usuária de drogas. Com medo que a matassem, ela a trancava em casa a fim de protegê-la. “Minha mãe era viciada em cocaína, bebia bastante e de 6 em 6 meses se relacionava com mulheres. Eu presenciava tudo isso e nunca conheci o meu pai. Ela serviu aos encostos por 17 anos e quando os largou, a situação só piorou”, conta.

Tentando melhores condições de vida e a proteção da mãe, que aos poucos foi perdendo o controle da própria vida e de seus atos, Bárbara começou a traficar no lugar dela, passando a andar armada. “Eu era conhecida como a ‘princesinha do pó’ e só andava bem-arrumada. Nessa época, estava morando com um traficante. Era respeitada, considerada, vivia uma vida de rainha, mas era deprimida, infeliz. Despertava inveja nas outras mulheres; mesmo sem querer, fiz inimizades. Até pela inexperiência, pois era uma criança e me tornei intolerante. Apesar de nunca ter matado ninguém, gostava de ver as pessoas morrendo. Eu não tinha mais sentimento algum por nenhum ser humano”, comenta.


A morte da mãe de Bárbara era uma tragédia anunciada. Totalmente dominada pelo vício, nos momentos de lucidez implorava para que ela não usasse drogas. “Lembro que me pedia isso constantemente... Era uma mulher linda, mas que se destruiu com o vício. Eu a amava demais e, pensando que a estava ajudando, levava cocaína para ela, pois sem a droga ela ficava louca, quebrava tudo o que via pela frente. Na minha concepção da época, era uma forma de tentar ajudá-la.”


Mas todo o esforço da filha não foi capaz de salvá-la da morte. Um ano depois, quando Bárbara tinha 14 anos, sua mãe foi assassinada por traficantes. “A morte dela foi brutal. A molestaram sexualmente, estrangularam, deram um tiro na cabeça e ainda queimaram o corpo dela na rua. Não pude identificar o cadáver no Instituto Médico Legal (IML), porque estava irreconhecível e eu era menor de idade”, revela.

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA PARA AMPLIÁ-LA E LER O TEXTO

Após o assassinato da mãe, ela se viu praticamente só, sem família ou parente algum, além da irmã. Foi nesta época, que Bárbara encontrou abrigo na casa de Rachel de Carvalho Oliveira, de 66 anos, a quem chama carinhosamente de mãe. “Ela sempre passava alguns períodos em minha casa, mas após a morte da mãe, ela acabou ficando por mais tempo”, declara.


E agora? O que faço?


Lágrimas, um enterro simples e duas filhas desamparadas. Assim terminava a história de Sandra, mãe de Bárbara. “Ficamos sentadas no meio- fio, chorando e sem saber para onde ir. Decidi fugir com a minha irmã. Como somos filhas de pais diferentes, a levei para a casa dos avós paternos e fui viver a minha vida, mas prometi que um dia voltaria para buscá-la. Neste momento vi o quanto a minha vida era desgraçada. Chorei por mim e por minha irmã que tanto amava”, recorda sem conter as lágrimas.


Ódio, muito ódio. Desprezo pelas pessoas, ausência de sentimentos bons e perspectivas. Assim ficou a adolescente ao constatar que estava sozinha e sem rumo.


Aliciada pela prostituição


Com a vida destruída e sozinha, com 15 anos, ela saiu de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, para tentar uma nova vida na capital. Com saudades da irmã, passando fome, sem casa, à mercê da violência urbana, a vontade de Bárbara era morrer. Por diversas vezes ela relata ter tentado o suicídio, mas, por causa da promessa feita à caçula, acabava desistindo da ideia. Ao chegar a Copacabana, zona sul do Rio, Bárbara foi aliciada por uma mulher para ser garota de programa, mas ao se deparar com as meninas mais experientes, recuou.


“Elas me disseram que meu corpo não suportaria o ‘ritmo de trabalho’ e que, para isso, eu precisaria cheirar muita cocaína. Apesar de ter crescido no meio do tráfico, eu nunca usei, pois tinha medo de me tornar uma viciada como a minha mãe. Não aceitei e saí correndo. A dona da casa me bateu e disse que eu não precisaria fazer programas, somente atender as ligações e lavar as roupas de todas as outras prostitutas. Aceitei porque não tinha jeito, eu precisava comer. Mas lavava roupa de mais de 20 pessoas. Ficava exausta”, conta.


A beleza da jovem chamava atenção dos clientes que a assediavam, oferecendo altas quantias por um programa com ela e a cada recusa apanhava da cafetina.


Água gelada? Não, água do vaso sanitário


“Após tanto sofrimento, eu fui evangelizada por um rapaz, que hoje já morreu. Ele havia se afastado da Igreja Universal do Reino de Deus e me disse: ‘Vou te levar a um lugar que vai mudar a sua vida. A minha não mudou porque eu não quis, mas você precisa ter essa oportunidade’. Eu fui por consideração, pois não acreditava que minha vida poderia ser transformada. A única coisa que ele me pediu foi para abrir meu coração quando chegasse lá”, lembra.


Bárbara conheceu a IURD de Botafogo ainda com 15 anos. Segundo ela, a libertação não foi fácil, mas ela perseverou por acreditar que aquela era sua última chance. “Quando a cafetina descobriu, passou a me dar comida estragada e água do vaso sanitário. Ela também não me deixava tomar banho, para que na Igreja as pessoas sentissem o mau cheiro e não me aceitassem. Mas isso não aconteceu, pelo contrário, as obreiras me tratavam como filha”, conta.


Sem ter outro lugar para ir, algumas vezes dormia na casa da cafetina, onde era trancada ou passava a madrugada na praia de Botafogo a fim de conseguir participar das reuniões. “Na casa dela, se eu quisesse comer comida fresca ou beber água gelada a condição era não ir para a IURD, mas eu perseverei, porque tinha a certeza de que era lá que a minha vida ia mudar”, enfatiza.


Sem condições de perdoar


Determinada a ter a vida transformada, Bárbara buscou e alcançou a libertação, porém, o sentimento de mágoa persistia e não conseguia perdoar aqueles que lhe fizeram tanto mal. “Me batizei nas águas e, como eu ainda morava na rua, as outras pessoas achavam que eu não tinha mudado em meu interior, mas, a transformação total obtive quando eu consegui perdoar. Em seguida, fui batizada com o Espírito Santo, aí consegui amar todos os que fizeram mal a mim e a minha família”, diz.


Após a conversão, Bárbara cumpriu a promessa feita à irmã. “Só voltamos a nos ver quando ela voltou para me buscar. Ela cuidou de mim e hoje é uma grande mulher de Deus. A vida dela hoje é só vitória”, diz a irmã Cíntia Cristina da Silva Longobuco, de 23 anos, no que concorda a amiga Vanessa de Oliveira, de 31.


“Estudamos juntas na adolescência. Acompanhei a sua luta com a mãe dela que era viciada em drogas, chegando ao ponto de dever aos traficantes e sendo morta por eles. Quando isso aconteceu, Bárbara ficou desnorteada. Ela entrou de cabeça na vida do crime, foi mulher de traficante. Apesar de ter medo de usar drogas, se envolveu muito na vida do crime. Graças a Deus foi transformada pelo Poder de Deus”, garante.


Uma nova mulher


O esposo de Bárbara, pastor Claudio Oliveira, que na época era membro do Força Jovem, observava o comportamento dela e acompanhou o processo de libertação e conversão da garota. “Muitas pessoas, quando souberam que me interessei por ela, me falavam para desistir porque ela só ia me atrapalhar. Nem mesmo as pessoas de dentro da Igreja acreditavam na mudança. Começamos a conversar, oramos e, como ela ainda morava na rua, pedi para que fosse morar com a minha irmã”, revela.


Cerca de um ano depois, eles se casaram e hoje servem a Deus no altar. “Somente o Deus Vivo, que é amor, poderia fazer o que Ele fez por mim. Eu falo para esse rapaz, para essa jovem, que há um caminho de vitória, há um Deus que pode tirá-lo dessa situação, desse barraco, dessa vida de sofrimento. Ele quer te dar a paz, que é o que eu tenho hoje”, assegura Bárbara.

Leia mais: "Bárbara", a nova minissérie da Record
Colaboraram: Vanessa Sendra, Ivonete Soares, Jorge O’hara


Fonte: Folha Universal de 28 do 08 de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O APELO: QUEM GOSTARIA DE ACEITAR A JESUS?

Infelizmente, de tempos em tempos, algumas pessoas literalmente passam a procurar inadivertidamente "chifres na cabeça de cavalos". A "bola da vez" é impulsionada por grupos mais tradicionais, ou mais que tradicionais, mais que históricos, dos reformados ( não todos é verdade, mas parte deles ) geralmente de igrejas e congregações pequenas com cerca de quarenta a cem famílias representadas que praticamente ogerizam as megas igrejas e seu crescimento.

Eu sou a favor do apelo, como é feito, embora alguém apropriadamente possa asseverar igualmente que o "aceitar Jesus" não garanta a real eficácia de uma conversão. Mesmo porque a  também histórica "profissão de fé" também de fato não a garanta. Verdade é também que muitas igrejas batistas, além de outras por exemplo, combinam as duas coisas: apelo público ( aceitação de Cristo a frente do altar ) e profissão de fé em uma reunião que anteceda o batismo. Adota-se em muitos casos o chamado "discipulado". Afinal a conversão seguida do "novo nascimento" é de fato um ato divino na vida do ser humano criando uma reversão de valores, mudança radical de atitude e comportamento, o que a Bíblia define muito apropriadamente como "novidade de vida", o surgimento de uma "nova criatura".

Por Helvécio S. Pereira

Saiba mais sobre a real história do "apelo público" e quem foi o seu criador há mais de duzentos anos.

O pastor encerra seu sermão: “O Espírito Santo convida você a vir. A congregação orando, esperando ansiosa, convida você a vir. Na primeira nota da primeira estrofe, desça as escadas, desça por estes corredores. Que os anjos possam acompanhá-lo. Que o Espírito Santo de Deus o encoraje. Que a presença de Jesus caminhe ao seu lado enquanto você vem, enquanto nós permanecemos em pé e cantamos ao Senhor”. E as pessoas realmente vêm. Semana após semana, em igrejas por todo o mundo, cenas como essa acontecem ao fim de milhares de sermões. A congregação fica em pé e canta; os pecadores caminham pelos corredores e oram por salvação.

Este método evangelístico bem comum, conhecido como sistema de apelo, não foi sempre assim. Evangelistas bem-sucedidos como George Whitefield, Jonathan Edwards e John Wesley nunca fizeram um chamado ao altar. De fato, eles nem sequer sabiam o que era isso. Eles convidavam seus ouvintes apaixonadamente para vir a Cristo pela fé e aconselhavam regularmente os pecadores ansiosos depois dos cultos. Mas não lhes pediam para dar uma resposta pública ou física após os sermões evangelísticos. Então, de onde vem esta prática?

Inicialmente, o apelo era usado como um meio eficiente de reunir pessoas espiritualmente interessadas em se juntarem para aconselhamento após um sermão. Em vez de procurar os penitentes um a um, o pregador os chama à frente, ou a outra sala, para conversar e orar. Alguns pastores usaram este recurso no fim da primeira década do século 18, mas apenas durante os encontros campais do segundo grande despertamento da América foi que eles realmente ganharam espaço.

Os encontros campais eram comuns em Estados de fronteiras, como Kentucky e Tennessee, por volta do começo do século 19. Estas reuniões que duravam alguns dias eram um meio de os ministros (a maioria metodista, batista, presbiteriana e discípulos) introduzirem o evangelho aos colonos rurais. As primeiras reuniões campais foram feitas com pregações apaixonadas e respostas extremas. Centenas de ouvintes gritavam, gemiam, desmaiavam, contorciam-se e choravam desesperadamente. Os pregadores geralmente viam estas respostas como evidência da obra do Espírito Santo.

Por volta de 1805, estes movimentos corporais espontâneos eram menos comuns. Os ministros faziam um “apelo” como um meio visível de medir a resposta das pessoas às suas mensagens. Os “altares” eram áreas cercadas perto do lugar principal de pregação no campo onde os pregadores desafiavam os pecadores a buscar a salvação. O pregador metodista Peter Cartwright descreveu um encontro campal em 1806: “O altar estava cheio de gente transbordando em lamentos”. Outro pregador metodista contou detalhadamente o momento em que “o cercado estava tão cheio de gente que as pessoas não tinham a possibilidade de fazer qualquer movimento lateral, mas estavam literalmente cambaleando em massa”. Os metodistas experimentaram um crescimento exponencial durante os primeiros do século 19, em parte por causa de seus métodos evangelísticos, incluindo os encontros campais e os apelos públicos.

Muitas pessoas consideram Charles Grandison Finney (1792-1875) o “pai do apelo”. Ordenado ministro presbiteriano em 1823, Finney começou a fazer os convites públicos muito tempo depois de os metodistas já terem feito desse método parte regular de seus encontros campais. Finney, entretanto, fez mais que qualquer outro para estabelecer os apelos como uma prática aceitável e popular no evangelismo americano. Ele normalmente chamava os pecadores ansiosos até a frente da congregação para se sentarem no “banco dos ansiosos”. Ali, eles recebiam oração e geralmente ouviam um sermão individual.

O apelo também foi uma das famosas “novas medidas” de Finney. Ele estava convencido de que os pastores poderiam produzir avivamento usando os métodos corretos e que, chamar pecadores arrependidos à frente “era necessário para tirar [os pecadores] do meio da massa de ímpios para levá-los a uma renúncia pública de seus caminhos pecaminosos”.

Enquanto muitos abraçaram as “novas medidas” de Finney, outros estavam desconfiados da teologia que sustentava a prática. Finney acreditava que a morte de Cristo tinha tornado a salvação possível para todos. A depravação humana era “uma atitude voluntária da mente”, e não algo que tinha nascido conosco. A conversão, portanto, dependia da vontade humana ser convencida a se arrepender e confiar em Cristo. De acordo com Finney, o apelo era uma ferramenta muito persuasiva para mudar a vontade humana. Ministros calvinistas, como Asahel Nettleton, rejeitaram a confiança que Finney tinha na capacidade humana e sua dependência no sistema de apelo. Eles acreditavam que o ser humano nasceu com uma natureza pecaminosa. Os pecadores eram incapazes de confiar em Cristo até que Deus mudasse seus corações.

O historiador Iain Murray aponta que muitos oponentes ao apelo “alegavam que o chamado para uma ‘resposta’ pública confundia um ato externo com uma mudança espiritual interna”. Além disso, diz Murray, o apelo efetivamente “instituiu uma condição de salvação que nunca apontava para Cristo”. Os críticos argumentam que o evangelismo dessa forma resultou em uma falsa segurança, já que uma grande parcela daqueles que iam à frente para “receber a Cristo” logo apostatavam.

A despeito das críticas, o sistema de apelo continua com força. Tornou-se um artefato permanente no evangelismo americano. Só é preciso assistir a alguns poucos minutos de uma cruzada de Billy Graham na televisão para reconhecer que aquilo que um dia foi uma “nova medida” se tornou uma tendência dominante. A voz distinta de Graham chama em alto som: “Suba ali, desça aqui, eu quero que você venha. Se você estiver com parentes e amigos, eles vão esperar por você. Os ônibus vão esperar por você. Cristo percorreu todo o caminho da cruz porque Ele o amava. Certamente você pode dar alguns passos e dar sua vida a Ele”. Enquanto o local deixou de ser a remota Kentucky e se transferiu para os modernos estádios de futebol, e o meio de transporte evoluiu de carroças cobertas para ônibus fretados, o sistema de apelo resistiu.

O apelo é modernamente caracterizado, até hoje, nas histórias de incontáveis cristãos que contam ter encontrado Cristo quando ficaram em pé, ergueram suas mãos, deram passos até a frente e chegaram ao altar, respondendo ao apelo.

Fonte: Notícias Gospel

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

TESTEMUNHO, PREDESTINADOS NÃO, ALCANÇADOS SIM. A IGREJA SE MOSTRA VIVA QUANDO HÁ TESTEMUNHOS. LEIA E VEJA O VÍDEO


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Ex-BBB Natália Nara se converte 


Leia e veja o depoimento em vídeo


Há infelizmente uma cultura por parte de certos irmãos e de certos setores da comunidade evangélica que desconfiam baseados em falsos pressupostos da verdade  por trás de testemunhos de terceiros. A salvação é de fato, sob certo aspecto misteriosa, pelo menos da forma como cada um de nós foi alcançado.  Cada história  é única e difícil de ser fielmente contada. Nos evangelhos as pessoas se aproximavam de Jesus Cristo nas mais variadas condições e por ele eram curadas, libertas, ensinadas, iluminadas. Hoje não é diferente. Só a eternidade revelará ou não a forma única de como cada um de nós foi alcançado e quando. Veja o testemunho a seguir e glorifique o nome do Senhor.
Com dinheiro e fama, participante da quinta edição do Big Brother Brasil aceita Jesus e passa a recusar trabalhos que a afastavam de Deus. “Acharam que eu tinha ficado louca”, afirma a ex-modelo que atualmente faz jornalismo e lidera célula da Igreja Bola de Neve, no RJ.
Cresci num lar em meio a uma guerra. Meu pai bebia muito e brigava quase todos os dias com a minha mãe. Quando eu cresci, proteger minha mãe virou minha função naquela casa e eu me colocava entre os dois nas piores discussões.
    Depois de 20 anos de casamento, minha mãe decidiu se separar do meu pai, que soube que apoiei a decisão dela, ficou irado e jurou que nunca mais me pagaria nada (escola, alimentação, etc) e saiu de casa deixando-nos sem nada.
    Já na adolescência, eu não sabia quem queria ser; um dia pintava o cabelo de verde, depois de loiro, outro dia colocava um piercing no nariz; um dia queria ser hippie, em outro punk e no outro, me achava ridícula.
    As amizades sempre me decepcionavam e às vezes eu resolvia ficar sozinha. Por não saber quem eu era e o valor que tinha para Deus, confesso que andei beijando uns sapos por aí, até descobrir que existia um Deus maravilhoso, meu Pai, que me chamou pelo nome e sobrenome e cuidou de mim com amor.
    Dentro de uma loja num shopping, chorei como criança quando liguei para o meu pai, pedindo que me desse uma ajuda em dinheiro. Ele negou. Eu tinha quase 18 anos e fiquei desesperada, sem saber o que seria da minha vida, e precisava trabalhar.
    Depois de alguns convites, resolvi entrar para uma agência de modelos. Quando meu pai me viu pela cidade em outdoors, desfiles e comerciais de TV, passou a andar com a minha foto na carteira, contando a todos que eu era sua filha. Isso me causava uma raiva muito grande.
    Com 19 anos, participei de um encontros de jovens da igreja evangélica e lá aceitei Jesus, aprendi a orar e a ler a Bíblia todos os dias.
    Ainda trabalhando como modelo, comecei a ganhar algum dinheiro, pagar algumas contas em casa, mas tive de deixar de lado a profissão por um tempo. Eu queria fazer uma faculdade e também precisava de um trabalho estável, com uma renda mensal fixa. Acabei aceitando o convite para trabalhar em uma loja de perfumes importados. Eu passava 7 horas em pé, entregando fragrâncias borrifadas em papeizinhos, sorrindo e dando bom dia e boa noite, em cima de um salto alto, ganhando cinco reais por dia. 90% das vendedoras da loja eram evangélicas e me falavam do amor de Cristo.
    As vezes, surgia um trabalho como modelo e eu fazia. Em um deles, gravei um comercial para uma TV no Ceará e acabei sendo escolhida entre 1.500 pessoas e, acreditem, sem vontade de estar lá. Eu achava que era bobagem, que aquilo era para meninas que tinham grana, podiam sonhar e realizar. Comecei a ganhar dinheiro como apresentadora de TV e com publicidade. A partir daí, travei uma disputa com meu pai, de que conseguiria viver sem o dinheiro dele, e acabamos sem nos falar. Fui escolhida entre mais de 2 mil meninas e servi como modelo para o rosto da estátua da índia Iracema de 12 metros no Ceará, recebendo 5 mil reais de premiação.
    Depois disso, mandei uma fita para o reality show Big Brother Brasil e, entre 80 mil vídeos, fui escolhida. Passei seis semanas na casa e, quando saí, recebi o convite para posar nua numa revista masculina, o que nunca esteve em meus planos. Mas o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (como afirma 1TM 6:10). Conheci uma empresária cristã, que não quis comissão da revista. Ela começou a me evangelizar, levar-me à igreja e a shows evangélicos, comprar bíblia, livros, CDs e orar por mim. Eu me converti na mesma semana que a minha revista estava nas bancas. Mas eu só queria Jesus, Jesus, Jesus. Ia à Igreja na terça, quinta, sexta-feira, sábado e domingo.Quando me dei conta da revista (da besteira que tinha feito), passei um mês em casa, de pijama, sem querer sair, fazer nada, morando num apartamento no Rio, com carro na garagem, convites para as melhores baladas, roupas que ganhava de lojas e dinheiro na conta bancária. Só dormia quando via a luz do sol, de tanto remorso. Até que me arrependi e decidi andar nos caminhos do Senhor.
    Passei a recusar o que me fazia ficar longe de Deus, desde as amizades até o dinheiro que me ofereciam para trabalhos com bebidas alcoólicas, em fotos e desfiles de lingeries, entre outros.
    Graduei-me em Artes Cênicas, na cidade do Rio de Janeiro, onde morei por quatro anos e comecei a frequentar a Bola de Neve Church do Rio.
    Sei que tudo neste mundo está debaixo da permissão de Deus. E a vontade Dele, finalmente, tornou-se soberana na minha vida, embora meus amigos não entendessem, ou minha família, que apostou todas as fichas em minha carreira. Acharam que eu tinha ficado louca. É Deus quem determina quem eu sou. Depois de alguns anos sem falar com meu pai, fui à casa dele e pedi perdão por todo tempo que ficamos separados. Hoje, estou terminando a faculdade de jornalismo, estudando francês, sou líder de célula da Bola de Neve de Fortaleza e faço parte do ministério de comunicação da igreja.
    Felizmente, não sou quem o mundo diz que eu sou. Sou filha querida e amada de Deus, separada desde o ventre da minha mãe; sou herdeira de toda a sua fortuna de bênçãos; não preciso mostrar meu corpo em uma revista. Quanto ao futuro, Deus sabe quem eu serei e Ele diz que tudo coopera para o bem daquele que o ama. Sou valorosa, filha do Rei, SOU PRINCESA DO SENHOR JESUS!
    Assista ao depoimento de Natália Nara:
    Fonte: Mulheres do Bola / Guia-me / inforgospel.com.br/ You Tube

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CONTANDO OS NOSSOS DIAS: O ESCRITOR PORTUGUÊS MAIS ...

08 Dez 2011



O NOVO TESTAMENTO DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA EM PORTUGUÊS PUBLICADO EM 1681, PELA CIA. DA ÍNDIA ORIENTAL. ATENÇÃO! Link direto do grupo de páginas digitalizadas para downloads e impressas ...

http://contandoosnossosdias.blogspot.com/2011/12/o-escritor-portugues-mais-publicado-no.html



CONTANDO OS NOSSOS DIAS: QUAL O NOME DE DEUS?

22 Out 2010



No Antigo Testamento traduzido por João Ferreira de Almeida e publicado em dois volumes quase sessenta anos após sua morte (1748 e 1753), é empregada a forma JEHOVAH onde no texto hebraico aparece YHVH. Almeida fez isso baseado na tradução espanhola feita por Reina-Valera (1602). ... No Novo Testamento "Senhor" traduz a palavra grega KURIOS, que quer dizer "senhor" ou "dono". Jesus não usou o termo "Jeová." Por exemplo, citando o Antigo ...

http://contandoosnossosdias.blogspot.com/2010/10/qual-o-nome-de-deus.html

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