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terça-feira, 19 de agosto de 2014

TESTEMUNHO DE UM CALVINISTA NASCIDO DE NOVO ( ORIGINALMENTE, TÍTULO DO PRÓPRIO AUTOR: "ANIVERSÁRIO DE NOVO NASCIMENTO"

Por Jorge Fernandes Isah   

     Hoje comemoro a data mais importante da minha vida. Não foi o meu nascimento na maternidade, nem o meu casamento, nem a vinda dos meus filhos, formatura ou qualquer outro evento que marcou a vida. Não que essas coisas sejam sem importância, não é isso. Elas são fundamentais, e devemos comemorá-las na proporção da felicidade e alegria com a qual Deus nos presenteou-as, como dádivas, como prova da sua bondade para conosco. Mas a prova maior do seu amor está em que "Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" [Rm 5.8]. E foi, exatos seis anos, no dia 12.10.2004, que Cristo me resgatou no tempo, convertendo-me a si. Sei que a minha salvação é eterna, determinada por Deus antes da fundação do mundo, escolhido por ele para sempre, mas apenas tornou-se minha conhecida naquela data.
     Parte de como era a minha vida e os meus pensamentos estão registrados no texto entitulado "A Morte da Morte", o qual pode ser lido aqui mesmo no Kálamos. Não vou entrar nos detalhes de como eu era, e nem é preciso. A Bíblia claramente assevera que, como todos os homens, eu não era justo, não entendia e nem buscava a Deus. Estava extraviado, e me fazia inútil; não fazia o bem. Minha garganta era um sepulcro aberto. Minha língua tratava enganosamente; peçonha de áspides estava debaixo dos meus lábios. A boca cheia de maldição e amargura. Os pés caminhando ligeiros para derramar sangue. Em meus caminhos havia destruição e miséria; e não conhecia o caminho da paz; nem havia temor de Deus diante dos meus olhos [Rm 3.10-18]
     Mesmo não realizando alguns desses males, aos quais o apóstolo Paulo se referiu, e os profetas também relataram, todos os pecados estavam possíveis diante de mim, e somente não foram concretizados porque Deus não me deixou ser tudo o que eu poderia ser como pecador. Ele me poupou de levar à cabo toda a loucura e impiedade que estavam dispostas em meu coração, latentes a esperar o momento adequado para se manifestarem; e não ser ainda pior do que já era. 
     Como o pecado nos cega, eu estava cego, e me considerava o único dos homens que valia alguma coisa; e desprezava todos, sem exceção, e aqui posso incluir até mesmo a minha família. Basta alguns minutos de bate-papo com a minha esposa para se perceber o nível de corrupção em que minha alma se encontrava. Eu era um tolo considerando-me sábio. Apelava para uma sanidade impregnada de loucura. Para uma saúde doentia. Uma perfeição mergulhada na imperfeição; atolada na corrupção mais que possível. E eu não queria ver. Não podia ver. O pecado me impedia de olhar para mim mesmo e encarar a realidade. Por isso, ele criava ondas de ilusão e delirio que me mantinham preso a uma imagem desconstruída e mal-formada, a manter preservada a impiedade naturalmente disforme, e a formar cada vez mais o espectro do homem caído, cheio de si mesmo, em minha própria insuficiência.
     Alguém poderá dizer: "mas que exagero! Ninguém é assim tão estúpido e tão mal". Mas pode acreditar, até o momento em que Senhor me restaurou, não há palavras suficiente para descrever o estado de corrupção, inaptidão e loucura da minha alma.
     Havia passado a noite em claro, e por alguns dias, esta foi a minha rotina. Dormia duas, três horas por noite, intermitentes e atormentadas. Sem saber ao certo o que estava acontecendo, colocará-me contra tudo e todos. Havia apenas eu, e mais ninguém. Interessante que não havia problemas na minha vida, nada que justificasse o estado angustiante em que me encontrava. Não tinha problemas financeiros além do normal; pequenas dívidas a serem pagas parceladamente. Não havia problemas de saúde na família. Ou algo de grave e insustentável. O problema era eu, e somente meu. Nutria uma paranóia que colocava todos contra mim, e eu me defendia de nenhum ataque, odiando-os e jurando vingança. Até que, naquela noite, uma idéia desesperadora foi-se formando, e passadas algumas horas, já estava decidido; havia encontrado a solução final. E qual era? Abandonar tudo e todos, fugir, sem deixar rastros, e ir longe o suficiente para me livrar da dor que me consumia. Se eles eram o problema, nada mais natural do que afastá-los.
     À medida que o tempo passava, e o silêncio era entrecortado por um veículo ou outro cruzando a rua, por uma voz ou outra solitária, eu estava cada vez mais decidido de que aquela era a solução. Estava na sala, a tv ligada, as cores de um filme se misturando à escuridão da mente. 
     Foi quando vi aquela pequena Bíblia católica[1]. Dez anos antes, minha esposa me presenteara com aquele exemplar, o qual abri e li apenas a dedicatória. Fechei-a novamente; e em Fevereiro ou Março de 2004, o meu desespero e a falta de opções levou-me a abri-la. Comecei pelos Evangelhos, de Mateus e João. Não lia diariamente, as vezes passava até semanas sem ler. Nos piores dias, lia quase incessante. De alguma forma, eu sabia que ali estava a solução, mas não queria aceitá-la. De alguma forma, Deus me levou a ler a sua palavra, mesmo contra a minha vontade. A última coisa que eu poderia imaginar seria a volta ao evangelicalismo, do qual fiz parte na adolescência, por dois anos. Durante mais de vinte, eu nutria um ódio e uma aversão por crentes tão grande que nada mais suplantava esse desprezo, por eles, suas igrejas e seus cultos escandalosos. Se alguém vinha falar de Jesus, eu o repelia imediatamente. Se queriam me entregar um folheto, eu recusava com cara de poucos amigos. Era grosseiro, desaforado e rude ao extremo no trato com qualquer que se aproximasse com o intuito de apresentar o Evangelho. Fugia de qualquer contato, e tinha-os como inimigos declarados. Aprouve a Deus, portanto, utilizar a sua palavra, apenas a sua palavra, através daquela pequena Bíblia, para operar em mim o novo-nascimento. E foi o que aconteceu. Durante meses, ela foi a única ligação que tive com Deus. E a única que admiti ter.
     Naquela madrugada, ao vê-la, peguei-a, e abri aleatoriamente. Em Gálatas, 2. Não me lembro ao certo, mas acho que comecei a ler no verso 16. E quando estava no verso 20, aconteceu algo que não consigo explicar. Foi como se uma força poderosa me lançasse ao chão, me pusesse de joelhos, a cabeça curvada ao peito, e um choro convulsivo a derramar lágrimas no rosto. Em minha mente havia apenas arrependimento por toda uma vida que desagradara a Deus. Por uma vida jogada fora, de inimizade, de rebeldia. Em que pequei, e pequei somente contra Ti; e meus pecados estavam diante de mim [Sl 51.3]. Eu dizia ao meu Senhor: Perdoa-me! Perdoa-me! Por todos os meus pecados; por tê-lo desprezado e rejeitado. Perdoa-me! Reconhecendo-o como Senhor e Salvador da minha vida. 
     Chorava, por mais ou menos meia-hora [foi o que me pareceu], não parei de chorar e de clamar o seu perdão. Subitamente, assim como a primeira lágrima, veio-me uma paz que não sabia explicar. Senti-me aliviado, e toda aquela dor passou e nem me lembrava mais dela. Havia uma segurança, uma certeza de que minha vida estava mudada, e de que seria outro homem. Como disse, não me veio nada claramente explicado, mas eu sabia, estava acontecendo. Cristo me convertera, se apiedara de mim, e mesmo na minha completa ignorância, mesmo que eu não lhe tivesse pedido nada, ele fez; e naquele exato momento, pude sentir o seu amor. Enquanto isso, lá fora, uma profusão de foguetes explodiam em homenagem à santa, uma imagem de barro, feita por mãos humanas, mas eu sabia que mais do que isso, aqueles foguetes revelavam a alegria nos céus por um pecador que se arrependia [Lc 15.7]. E, por incrível que pareça, eu tinha certeza de que todo aquele barulho, uma overdose sonora, era para que me fosse distinguido, impregnado aos tímpanos, entranhado na mente, que Cristo havia morrido por mim, e de que agora, e para sempre, eu seria seu e de mais ninguém. 
     Levantei-me. Sentei-me. Olhei o relógio. Seis e vinte. Peguei a pequena Bíblia, e recomecei a ler Gálatas. Desde o princípio. Quando novamente li o verso 2.20, não pude conter as lágrimas e, chorando convulsivamente, orei ao Senhor, fazendo o meu primeiro pedido de que, assim como Paulo, um dia pudesse dizer:"já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim". E aquela afirmação do apóstolo eu sabia verdadeira e possível para Deus, que a tornaria verdadeira e possível na minha vida, ainda que não entendesse como; mas estava impregnado da certeza de que, um dia, eu seria assim como ele é. 
     Dias depois, minha filha, então adolescente, conversava com minha esposa e meu filho, e disse: "dormi com um pai e acordei com outro". Tive confirmado o que já sabia, que a promessa em Gálatas estava se cumprindo, se cumpriria, pois Deus predestinou-nos a ser conforme a imagem do seu Filho, "a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" [Rm 8.29]. Não para a nossa glória. Mas para a glória de Deus, que nos gerou como a filhos amados.
     Neste momento, em que termino este texto, ouve-se ainda o foguetório; a espocar insensatos pelos homens que detém a verdade   em injustiça. Então, esqueço-os, para agradecê-lo por ser-lhe servo e tê-lo por Senhor; para louvor da glória de sua graça, pela qual me fez agradável a si no Amado [Ef 1.6].
           "Em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo" [1Pe 1.7].
     Nota: [1] Quando digo Bíblia católica, refiro-me ao exemplar impresso e publicado pela Edições Loyola, que à exceção dos livros e acréscimos apócrifos é a mesma santa palavra de Deus.


Republicado com autorização. Fonte: Kálamos

CASO QUEIRA TER ACESSO À PUBLICAÇÃO ORIGINAL, CLIQUE NO LINK SEGUINTE : http://kalamo.blogspot.com/2010/10/o-dia-em-que-cristo-me-fez.html

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O QUE É SER SALVO?


Uma da coisas ditas por quem não é crente ( cristão evangélico ), é exatamente " COMO PODEM DIZER QUE SÃO SALVOS?", expressando o inconformismo com a chamada "certeza da salvação" expressa e confessada pelos evangélicos em geral. Por desconhecimento até do próprio cristianismo, da autêntica fé cristã, acha-se plenamente possível e portanto plausível, a prática da vida cristã sem nenhuma certeza, para uma posterior aprovação de Deus ou não ( sem reavaliação do que significaria estar ou ser um perdido por toda a eternidade ).

Quero colocar portanto alguns pontos que ajudem a correta compreensão do que significa ser um "salvo" dentro do que a Bíblia revela concernente a fé cristã autêntica. Primeiramente, "salvação" não é prêmio ou premiação, embora em certos aspectos possa ser confundida como tal. No conceito estritamente bíblico, salvação ou ser "um salvo", é um estado, uma condição. É como estar desempregado / empregado, sadio/ doente, rico/pobre, feio/bonito, jovem/velho, etc. Sob esse aspecto, uma pessoa é no exato momento da pergunta, uma pessoa salva ou perdida e ponto final.

Outro ponto é que  a salvação, como estado, é dada e recebida e não algo construído aos poucos, gradativamente. Não é uma evolução, um aperfeiçoamento. É portanto um estado imediato.

Há ainda o fato de ser unilateral. Uma pessoa ( no caso Deus unicamente ) salva a outra, portanto Deus salva o homem.  No que concerne a uma condição de existência e manutenção da vida ( que é a da vida após a morte ) só Deus salva, por ser Ele unicamente, a única fonte e o único doador da vida. Religião não salva, religiosos não salvam, santas e santos não salvam, práticas religiosas não salvam, sacramentos não salvam mesmo que sejam legitimamente cristãos, como batismos, etc..

Considere-se ainda que a salvação não é algo sem critérios, casual e caótica. Como resultado da ação direta de Deus, corresponde a um ato pessoal resultante da plena e perfeita justiça de Deus.  Portanto Deus não é arbitrário e incoerente ao salvar alguém e portanto essa "salvação" outorgada a alguém não pode, não carece, não é vulnerável de alguma reclamação ou objeção.  

Essa salvação é ainda uma grande coisa,  um fato exemplar, algo a ser desejado, satisfaz plenamente a carência e a necessidade do perdido. É expressa como a água que satisfaz o sedento e o alimento que sacia a fome. O consolo que enxuga toda a lágrima e a completa e real ausência de toda a dor imaginável ou inimaginável.

Finalmente a salvação como tal não é de modo alguma uma condição passageira, com duração finita, ou que será fatalmente e abolida sob alguma condição esteporânea mesmo de Deus. É uma salvação que não de perde, pois segundo as mesmas Sagradas Escrituras, os dons de Deus, são dados sem arrependimento.

Resumida e didáticamente é assim que compreendo a salvação e a condição de salvo expressa na Bíblia, na Palavra de Deus. Demonstremos a seguir, através de passagens das Escrituras, cada uma das colocações acima.

Comecemos por alguém que não foi um religioso exemplar e cuja prática religiosa não pode ser considerada exemplo e nem base para salvação; o ladrão da cruz, aquele que ficou conhecido por ser "o bom ladrão ", uma alusão não ao fato de ser ladrão, mas de ter conseguido a salvação nos últimos instantes da sua feia vida. Jesus lhe disse claramente: " hoje estarás comigo no paraíso." Doutrinária e teologicamente, em especial os Adventistas do sétimo dia, por negarem a eternidade da alma e distinção dela do corpo físico, negam a clareza do que é expresso nas palavras de Jesus. Mas o relato deixa claro, alguém perdido passa a ser imediatamente salvo, sem vida religiosa ou prática exemplar, sem nada, a não ser uma palavra direta ao Senhor e um pedido para ser salvo.Pedido aceito pelo Senhor Jesus, Deus conosco, Emanuel, o próprio Deus portanto. Temos aí a realidade da salvação, a imediatêz da salvação, a graça da salvação e um critério: a pessoa de Jesus como única intermediação e concretização da salvação de uma ser humano. O contrário disso tudo seria a condição, por exclusão, de perdição, não salvação.

Muito mais pode ser considerado, mas especialmente gostaria de considerar o ponto seguinte: quem pode ser salvo? Doutrinária e teologicamente há semelhantemente à salvação certa confusão. A reforma protestante trouxe a luz e a tona a verdade escriturística da salvação pela graça somente e não pelas obras. Esse é um ponto pacífico e passivo entre os crentes, portanto entre os cristãos evangélicos,sejam de que corrente forem. Confessamos a nossa fé na salvação dada por Deus a parte de qualquer merecimento, pois reconhecemos com base nas mesmas declarações escriturísticas, sermos incapazes de alcançarmos ( por vários motivos demonstráveis ) o alto padrão  de Deus ( embora não sejam esses exatamente os motivos que invibializariam  de modo lógico a autosalvação do homem ). 


Há os que asseveram que Deus tenha providenciado a salvação de alguns e não de outros, dessa forma preparado a salvação para os primeiros e fechado as portas aos demais. As pretensas justificativas são várias e nem sempre tão simples, desde uma preordenança até uma organização lógica para que o grande cenário onde o bem e o mal materializam as suas ações, os perdidos necessariamente estariam inseridos. Por julgar exatamente inadequada tal abordagem, o que desviaria o foco direto dessa postagem, remeto-me á minha posição. A salvação é um projeto para toda a humanidade com complexos desdobramentos, e que possibilita a salvação de todas as criaturas, e sem distinção, porém graças a um critério unicamente, haverá salvos e perdidos. Ou seja: todos podem ser salvos, muitos ( a maioria ) não serão salvos.

Trata-se de um erro grave e uma distorção da verdade escriturística, a afirmação descabida de que Jesus não morreu por todos mas apenas por alguns. Cristãos e pastores que assim pregam, não pregam o verdadeiro Evangelho, mas uma distorção grave do mesmo e por várias razões, todas ligadas ao julgo teológico espúrio, e não uma compreensão inequívoca do plano divino da  salvação. Jesus Cristo veio para salvar a todo o homem e o critério único é conhecê-Lo como resultado de crer nEle como Deus e Filho de Deus, o que não se confunde com assentimento doutrinário, filiação religiosa ou pratica religiosa cristã. Trata-se de um encontro e uma confissão pessoal feita a Ele mesmo.

Dessa forma quem nunca o encontrou, não pode se reconhecer salvo, não é salvo de fato. Quem nunca Lhe dirigiu uma palavra reconhecendo o quem Ele é,  pedindo para ser salvo , não pode ser salvo e não é salvo. Quem nunca aceitou a loucura da história da cruz como providência eficiente de Deus para concretização da sua salvação, não pode e não é salvo. Não importa se faz parte ou não de uma igreja cristã, se é religioso profissional e atuante ou não, se é cidadão exemplar ou não. Até mesmo posições doutrinárias e teológicas não importam. Um calvinista pode ser salvo ou perdido. Um arminiano, pode ser salvo ou perdido. Um batista, um assembléiano, um adventista, um presbiteriano, um metodista, um da Universal, da Graça de Deus, da Renascer, etc, etc. Não importa. Nenhuma igreja ou mesmo uma  religião tecnicamente cristã, não pode salvar ninguém. Nenhuma igreja evangélica "vende" salvação como muitos de fora errôneamente atribuem a algumas denominações. Todo evangélico sabe que a salvação é um dom exclusivo de Deus e ponto final e que é algo entre Deus e o homem somente.

A salvação passa, portanto, única e indesviavelmente, por uma relação pessoal graciosa com o seu salvador. Não passa por critérios humanos, mas individuais, da relação do salvo com o seu Salvador. Começa num encontro do perdido com o Jesus ( Deus e Filho de Deus ) e sob essa única e autêntica experiência se mantém por toda a vida, ultrapassando a morte, o juízo, e alcançando a eternidade. Essa salvação  atemporal pode ser alcançada hoje, agora e imediatamente. A salvação é um ato de Deus que de modo justo possibilita a redenção de todo ser humano em que condição ele exista como homem ou mulher, em qualquer cultura, condição de formação e educação, poder ou falta dele. Trata-se de fato de uma "tão grande salvação" como revelam as Escrituras.

Se você é um salvo, o é por estar enquadrado nas condições e pontos colocados acima, e encontráveis clara e inequívocamente na Bíblia, nas Escrituras. Se não o é, fatalmente é ainda um perdido. E a sua religião, mesmo cristã não o salva, a sua recomendável vida como cidadão não o salva embora se insira em outro contexto, de uma análise, se Deus permitir, em outro momento. Vá hoje mesmo a uma igreja evangélica ( ela não o salva mas preenche um dos requisitos para a salvação que é a confissão pública de Jesus com o Deus e Filho de Deus ) . Possivelmente alguém fará um apelo, compreendida a sua condição de pecador e de perdido, responda positivamente e sinceramente a esse apelo tão especial. O resto é pessoal, e se for sincera a sua posição e confissão, Deus fará um milagre na sua vida, e você saberá que foi salvo. Uma experiência única que por mais que o mundo e as pessoas a seu redor neguem você saberá que ela aconteceu e que é tão real como o ar que respira e a luz que vê.

Deus o abençoe por meio de Jesus Cristo, o Salvador, cujo único nome, no céu e abaixo do céu nos é dado para plena e toda suficiente salvação.

Por Helvécio S. Pereira 

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