"Oceans"

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O QUE SE TORNOU A MÚSICA GOSPEL? SACRA OU SECULAR?



Não compre qualquer disco gospel, não ouça qualquer canção


e


não siga qualquer artista gospel!



Tradicionalmente, interpretando declaração do apóstolo Paulo e também do Senhor Jesus, denominações cristãs e mesmo igrejas não protestantes, não evangélicas, como católica romana ou ortodoxa, ou grupos de características singulares ou mesmo paraprotestantes sempre adotaram e adotam algum comportamento que torne ou deixe aparente e nítida a separação entre os valores cristãos e o mundo.

Não entram ou não servem como amostra ou exemplo os cristãos ou religiosos cristãos apenas nominais. Estes não se importam ou agem como hipócritas tendo comportamentos ambíguos ou que neguem objetivamente o que pareçam professar. 

Essa separação entre a chamada cultura do mundo e o comportamento imaginado como santo, agradável a Deus, tem ao longo da história da igreja e das diversas experiências cristãs, sido expresso através de muitas coisas patéticas. Desde mulheres não podem cortar o seus cabelos, nem mesmos as pontas; homens não poderem ostentar barba ( em outros momentos usar barba, os homens adultos ); mulheres não tingir os seus cabelos; mulheres jamais usar joias, batons ou qualquer outro tipo de maquiagem; roupas justas para as mulheres; saias curtas; decotes; costas à mostra; aos homens proibição de shorts e bermudas; camisas de manga curta, camisetas; camisa aberta e sem ou com colarinho desabotoado; mulheres tecidos moles ou transparentes; homens sem meias; uso de chinelos ou sandálias; só de bonés, anéis, pulseiras, etc.

Enfim a lista de “proibições” e quantas vezes com exposição vexatória e pública dos que ocasionalmente infringiam uma desses admoestações, principalmente durante as temidas “ceias do Senhor” que em nada se parecem com as ceias da igreja primitiva em seu tempo, eram muitas vezes recorrentes. Suspensões, afastamento de serviços como evangelismo, pregação ou mesmo diaconato eram igualmente frequentes, provas de ignorância e prazer em humilhações púbicas, verdadeiros abusos de autoridade. Se por um lado, essa cultura não tinha relação objetiva e automática com a verdadeira santidade, o que se tem hoje expressa a baderna e uma incoerência desproporcional, tanto quanto àquela.

Há sessenta anos ou mais, quando o agora idoso cantor evangélico e pastor gravou o primeiro disco evangélico no Brasil, sem mídia, sem produtores profissionais, sem empresários, sem patrocínio, sem estratégia de mídia, etc, um compacto duplo, ou ainda quando outro grande cantor Luiz de Carvalho gravara o primeiro LP, quase nas mesmas condições não ocorreram as discrepâncias reais e muitas vezes ocultas ao povo crente como vemos, pior, publicamente hoje, sendo um lado oculto e negro da música cristã apenas para quem simplesmente não quer ver.

Vale, entretanto, antes das revelações seguintes, que do ponto de vista de Deus, vale o que fora dito pelo Senhor Jesus: deixe o trigo e o joio juntos, pois ao cortar-se o joio se perderá também o trigo. Logo não se trata de uma erradicação pura e simples de toda canção, de todo cancioneiro cristão produzido em passado mais ou menos recente ou ainda atual. Mas uma peneira tem que ser usada, separando-se para o ouvinte crente, o que convém e o que não convém, gastar-se dinheiro, idolatrar-se artistas, tomá-los como modelos, segui-los ao invés de seguir-se ao próprio Senhor Jesus. Igualmente a separação entre o mundano e o santo e desejavelmente irreversível, se faz novamente desejável e salutar, baseado agora não em aparência como cabelos, roupas, etc.


Normalmente se compreende como atitude mundana vícios grosseiros como fumo, bastante visível, seja pelo fato do fumante fumá-lo publicamente ou pela percepção odor de fumo, uso de balas e de chicletes para mascará-lo ou a atitude quase cômica caracterizada por fugas estranhas para a prática nociva do vício. Entretanto ser um cristão “mundano” é decididamente muito mais que isso, pode não ser tão ostensivo, público, percebível, e assumir atitudes e um histórico muito mais complexo. Imagine o Senhor Jesus, perfeitamente irrepreensível acusado de comilão e bebedor, além de andar com republicanos. O que acontece conosco, com qualquer um de nós, é justamente o contrário: podemos ser bem vistos pelas pessoas, conhecidos mais próximos ou pessoas mais distantes e termos comportamentos ambíguos, controversos, questionáveis ou ainda claramente duvidosos. Sobe o Senhor Jesus na proximidade de Satanás, chamado por Ele mesmo de “príncipe desse mundo” afirmou “nada ter com ele” ( Satanás ). Mesmo que muitos de nós não tenhamos parte com Satanás, podemos devido a nossa incapacidade estarmos profundamente incoerentes referentes a determinadas coisas. O pior que muitos de nós, e nisso os artistas são pródigos, cantores, músicos, etc, pela natureza de seu trabalho, a pensarmos que não há nada de errado mantendo um lado mais palatável ao público como se tudo estivesse perfeitamente bem.

A verdade que ninguém é melhor cristão, melhor crente por ser “artista” senão numa relação objetiva todos os demais desprovidos de igual talento, estariam em um nível mais baixo dentro da igreja cristã, a verdadeira noiva de Cristo. O pior que como justificativa barata isso já foi feito, não por mal talvez, mas irresponsavelmente, ao se criar por discurso palatável de alguns, uma classe moderna de “levitas”. Tal discurso aceito acriticamente por boa parte da classe de artistas neo gospels foi logo assumida criando uma certa idolatria e imitação generalizada, sendo que muitas canções nem teológica nem esteticamente se recomendariam a si mesmas.

Mas voltemos ou abordemos os reais fatos referentes à indústria da música:

Antes da invenção do primeiro processo de gravação do som, a música em geral, tanto a sacra como a secular ou profana só existia ao vivo de forma presencial. Isso se deu praticamente no início do século XX, com a invenção do fonógrafo, patenteado por Thomas A. Edson. Com a invenção e popularização do reprodutor de discos, o gramofone, a música deixa de ser presencial e passa a ser desassociada de seu autor ou cantor. 

A segunda revolução na produção musical foi a invenção da fita K-7, embora a invenção da gravação magnética do som tenha sido bem mais anterior, a invenção da fita k-7, totalmente portátil, regravável e editável se tornou uma revolução tanto na composição, na gravação caseira, na gravação profissional, na distribuição e universalização da música, muito mais que o seu antecessor industrial, o disco de vinil. As vendas de música em discos de vinil despencaram em todo o mundo possibilitando uma, a pirataria ou seja, a reprodução aquém do mercado e dos direitos do próprio autor e distribuidor da obra fonográfica.

O eixo tecnológico ou a patente dessa nova forma de distribuir música, e não somente música, migrou dos EUA para a Europa. A invenção seguinte e uma nova revolução na indústria fonográfica e no consumo de música viria com a invenção do CD de áudio ( compact disc ) pelo conglomerado holandês, alemão e japones. Com melhor sonoridade, durabilidade tida como infinita em condições ideais, capacidade de gravação caseira, reprodução rápida, copia e distribuição movimentaram novamente o mundo.

Ainda um desenvolvimento seguinte viria novamente a mudar todo o cenário da distribuição e fluição musical: a invenção dos arquivos digitais ( o Cd de áudio não é digital, mas analógico, no formato WAV ), o mp3 e formatos análogos como OGG e outros.

Ao lado dos avanos tecnológicos, métodos de gravação, reprodução, distribuição e venda não se desenvolveram a parte de outros vícios da indústria fonográfica e dos próprios artistas. Desde, aliás, antes do século XX, produtores e representantes de artistas e de companhias artísticas, usavam a tática de comprar e distribuir cadeiras para óperas e outras apresentações inclusive de música erudita. Durante o século XX, todas as maneiras espúrias de promover artistas e peças musicais. Desde corrupção de todas as maneiras até algumas formas mais inusitadas de oferecer prostitutas aos programadores das emissoras de rádio em plenos estúdios, além do pernicioso e conhecido “jabá”, pagamento em dinheiro vivo a qualquer um integrante da mídia, jornalistas, críticos de música, donos de emissora de rádios, radialistas, distribuidores, dos logistas, etc.

O que aconteceu com o novo produto de música religiosa, cristã evangélica e mais recentemente católica, segue os mesmos moldes do mercado secular, infelizmente, inclusive pagando pelas canções e aos artistas montantes baseados no que se paga a artistas e canções do mercado não religioso. Evidentemente não se pode dizer que todos os cantores e bandas cristãs evangélicas se deixem secularizar tanto a sua música como produto e a sua carreira como de um artista secular, mas é inegável que atualmente, isso é quase uma regra.

Há de se convir que enquanto a produção musical era feita de forma sincera, esporádica, independente poucos se arriscavam a fazê-lo. Hoje entretanto, com as fortunas, regalias, reconhecimento, prêmios como real possibilidade, muito mais candidatos se lançam hoje a uma disputa frenética e ambiciosa em busca de sucesso, reconhecimento e claro fortuna.

Outro vício reproduzido do mercado secular é a relação entre autores e interpretes. No início da música evangélica, gospel, normalmente os autores eram também os intérpretes, mas agora, como no mercado secular há uma oferta e um banco de canções autorais a ser oferecidas aos cantores que já possuem nome e penetração no mercado e todo um movimento para se conseguir canções que dadas a certos intérpretes podem com certeza almejar maiores vendagens. Acrescente-se a isso o fato de não haver mais associação direta entre o intérprete e a própria canção, entre o que ele ou ela canta e o que se acredite ou se viva.

Incontáveis são os processos os direitos autorais, desavenças entre autores e intérpretes, pessoas que compuseram canções juntas e por claro interesse nos possíveis lucros com as mesmas, ou proíbem a execução pública uns dos outros. Todos esses exemplos são reais e poderiam ser citados com implicados em cada caso, mas não é esse o primeiro propósito dessa postagem.

Outros casos e bastante comuns, é o caso de artistas seculares, convertidos em alguma denominação com grande visibilidade, passam a como dito antes, a gravar discos, com canções religiosas e depois ou apostatam da fé ou se metem escândalos inacreditáveis e injustificáveis… e os exemplos, são dessa vez muitos!

Mas a coisa não pára aí: hoje praticamente nenhum artista ou cantor se limita a ir a alguma igreja, dar o seu testemunho, cantar suas canções mais conhecidas e pregar, só vão a grandes eventos e nem precisa ser só grandes igrejas, fazem exigências megalomaníacas como artistas seculares desequilibrados e cobram fortunas que são pagas imediatamente pelos cofres das referidas igrejas, claro tirada essas fortunas dos muitos dízimos e ofertas e de outros negócios das igrejas gerando, não almas, mas membros, dízimos e capitalização como qualquer empreendimento.

Evidentemente não citarei nomes por serem os velhos escândalos e novos conhecidos em sua maioria publicamente ainda mais que a mídia ativamente deseja desconstruir a figura de cada crente quase que inconscientemente a serviço, sem saber, das próprias trevas. Os mais sinceros se quiserem se manter em destaque e com as suas carreiras relembradas devem em certa medida se deixar corromper. Os que se chocaram com esse estado de coisas abandonaram o barco e hoje não são sequer lembrados e suas abençoadoras canções raramente são tocadas nas rádios evangélicas ou sequer lembradas nos cânticos nas igrejas.

O exagero em igualar as carreiras de cantores e artistas “gospel” ativamente chegou ao cúmulo de se pretender cobrar direitos autorais das igrejas por cantarem suas canções levando a cada igreja a ter suas gravadoras, seus discos, seus artistas e proibir que sinalizar que outros cantores e outras igrejas não executassem tais canções ou cantassem publicamente. Se isso na prática não vingou fez com que cada denominação se precavesse contra reclamações jurídicas e legais e criasse seu próprio repertório como se outras canções não existissem.

O polêmico bispo Macedo da Igreja Universal, durante alguns anos impulsionou a música evangélica no Brasil, criando e veiculando em horário nobre em uma produção digna de um Gremmy, o Troféu Talento, que enfrentou a resistência de gravadoras em não ceder seus “artistas” por um tal contrato comum no mercado secular, de “exclusividade”. Finalmente por ambição o produtor do tal troféu, bandeia-se para a Rede Globo, com o nome de “Trofeu Promessa”, levando boa parte dos artistas impulsionados pelo antigo “Troféu Talento” e agora participantes do novo concurso, a participarem de programas de entrevistas da Rede Globo, frente a apresentadores de enorme audiência, como Fátima Bernardes, Faustão e Serginho Grosmam, entre outros.

Tal reviravolta, já que o Troféu Talento do bispo Macedo não vendia espaços comerciais, e levava o cast da Record a ter contato e testemunho com os cantores evangélicos, a investir nos anos seguintes em duas ou três produções ( a mesma do Troféu Talento ) com um coral de mendigos, veiculado em horário nobre, uma resposta a ambição dos que migraram para o “Troféu Promessa” e para a Rede Globo.

Em uma outra situação grande parte dos artistas “gospels” se irou quando o mesmo bispo Macedo chamou-os de endemoniados, afirmando taxativamente que noventa por cento deles eram endemoniados. Pelo sim e pelo não, a onde de escândalos sexuais, traições conjugais, segundo, terceiro casamentos, separações, fornicação e adultério assolou muitos desses artistas, fato acontecido até no presente, nesses dias que escrevo essa postagem. Novatos elevados, do anonimato a “levitas” se revelaram homossexuais, nos EUA e no Brasil ( novamente não cito nomes para não ser desonestamente processado ). Fora o rol de declarações e afirmações esquisitas, irresponsáveis feitas recorrentemente por essas “celebridades gospels”.




Suas declarações se tornam regra para seus milhões de seguidores por mais estapafúrdias que sejam. Ostentação, leviandade em clipes, sensualidade pueril copiada de clichês de produções mundanas, um desastre. Certos artistas cujo comportamento é mais de um animador patético de auditório.

Cabe uma observação, que esses mesmos artistas que cometem deslizes são os mesmos autores e interpretes de canções que levaram mensagens importantes e milhões a Cristo. Muitos cujas vidas e comportamento não correspondem ao expresso em suas outrora sinceras canções, ou caíram da fé ou voltaram suas composições ao mercado secular e alguns jogam dos dois lados, tentando manter como na milenar filosofia chinesa, alcançar o mesmo e único objetivo, seguindo dois caminhos paralelos que jamais se cruzam, como se não houvesse nenhum mal nisso. E novamente os exemplos são reais e poderia listar todos os nomes e canções composta por cada um.

Aparentemente ficam de fora os velhos e tradicionais hinos de hinários denominacionais ( Cantor Cristão, Harpa Cristã, Salos e Hinos entre outros ) mas mesmos estes são regravados com arranjos modernos e apressados, na falta de um repertório novo para se honrar um contrato, quem sabe de um disco a cada ano, movimentando a exemplo do mundo, usando as mesmas armas, sorteios nas rádios, entrevistas pagas, marketing, do meio secular. Houve até um caso de duas denominações que não têm nenhuma afinidade e cujos membros de uma têm enormes restrisções ao modo operandi da outra ( uma sensação de superioridade que não é nem ao menos cristã ), cujo líder da outra foi convidado e aceitou a dirigir uma reunião principal a sua maneira na primeira porque um contrato de um seu artista cm a segunda que tinha ( e tem ) uma gravadora e portanto um selo e distribuição muito mais poderoso no mercado. Essa reunião só aconteceu uma vez e jamais se repetirá. Nota: os membros das duas jamais entenderam o ocorrido. Eu estava lá!

Claro que, como eu disse, em um primeiro momento, isso se mostrou muito bom e milhões de pessoas foram impactadas por um tipo de repertório que empurrou tanto lixo musical e ideológico para longe dos ouvidos das pessoas, que levou tanta gente a ser curada, salva, restaurada, mas que hoje cai em um descredito e produz aberrações, escândalos, desvios de comportamento que não ocorriam no tempo da dificuldade de se compor, gravar um disco, ser cantor, cantora, uma banda e penosamente visitar ou chegar a ser conhecido em cada lugar distante de nosso país. Quado ainda não representava o segundo lugar de vendas, apenas atrás do falso neo sertanejo que alcança um público único e pouco exigente e crítico, chegando muito perto deste, movimentando mais de um bilhão de reais diretos, fora a sua influência indireta em cursos de música, venda de instrumentos musicais e multiplicação de instrumentistas sem dúvida aplicados e talentosos há décadas.

Por Helvécio S. Pereira*

*Graduado em Desenho, Plástica, História da Arte pela UFMG/ Pedagogo pela UEMG


domingo, 11 de agosto de 2019

CIÊNCIA E FÉ, CRENTES E NÃO CRENTES, ESSES ÚLTIMOS DEFENSORES DE UMA PRETENSA RAZÃO SUFICIENTE E TOTALMENTE SUPERIOR A QUALQUER FÉ, CONHECEM AMBOS O QUE UMA E OUTRA AFIRMA?




S
urpreendente para mim, mesmo quando podemos suor que não haverá mais surpresas, em conversa casual com dois professores graduados em História ( um ministra aulas de História e outro de Religião ) ouvi deles uma afirmação oriunda do último ativismo da academia mais simpático a um marxismo que toscamente se diz referir ao marxismo mais ortodoxo, dizendo que não pode haver uma relação de superioridade alguma entre, por exemplo, uma música clássica e um "proibidão" dos morros e das demais favelas cariocas ou de São Paulo. Trata-se, de fato da mesma corrente que combate sistematicamente o eruditismo de qualquer conhecimento ligando a uma forma burguesa e portanto espúria, digna de combate ostensivo, de ver o mundo.

Segundo estes, dizer que algo é superior a outro é uma forma de discriminação e uma forma "política" de "discriminação" ( coloquei os termos entre aspas para ressaltar que toda palavra antes com definição mais clara ou outra é assumida por estes e impostas com novo sentido, o que lhes é conveniente para sua afirmações descabidas. 

Entretanto a coisa não pára por aí. Em seguida em poucos minutos para aprofundarmos em uma discussão não só necessária e benéfica, mesmo pelos pontos e argumentos em franco choque, fiz menção a realidade da academia que se debruça há tempo ( e esse debruçamento não cessou embora ambos afirmassem que sim ) na polarização entre as chamadas "monogêneses " e "poligêneses.

Para quem desconhece ou não se lembra, a Monogêneses se refere a teoria que aceita que toda a humanidade, todos os seres humanos descendem de um só casal humano enquanto a Poligêneses dá margem a possibilidade de as diferentes etnias, antes vistas grosseiramente como "raças", têm de fato origem geográficas e temporais diversas, consequentemente dando margem a reais e diversos estágios culturais, cognitivos e potenciais.

E a coisa não é de fato tão simples, se abandonada nas graduações e nas especializações e cessadas as discussões por sua grande inconveniência ( a verdade pode ser tão inconveniente quando desastrosa ) que se uma das duas, qualquer uma delas, mudanças necessárias na cosmovisão prevalente devam acontecer imediatamente.

Voltaire, raivosamente acusara o judaísmo-cristão como o "grande monstro" responsável pela crença de que todos nós viemos de um casal hipotético. Claro, a Voltaire, interessava e urgia promover a descrença, o descrédito, a desconstrução e o aniquilamento de qualquer razão religiosa. Nesse ambiente jamais aceitaria que a tese de um único casal humano fosse de fato o casal base para toda a diversidade humana, lembrando que a diversidade humana, de fato não é tão grande assim, se resumindo a caracteres e características superficiais e percentualmente visuais, plásticas.

Mas se Voltaire e outros alinhados a ele estiverem certos outros inimigos declarados da fé e da tradição judaico-cristã, estão errados, como por exemplo Kant argumenta em favor justamente da Monogênese.

Logo ateus e demais ativistas anti-cristianismo não podem simplesmente zombar dos cristãos ( alvo predileto deles ) e indiretamente de judeus e de muçulmanos (  por que será que não zombam mais direta e objetivamente do Islã? por que será?? )

Dentro da academia essa discussão pode estar sendo politicamente abafada mas ela não foi encerrada. Trata-se apenas de uma maioria que decide o que será reproduzido nas graduações, nas especializações e claro em toda a cadeia educacional abaixo da própria academia.

A Teoria da "Terra Plana" é uma bobagem mas a discussão em torno até mesmo da sua bobagem deve ser feita na academia ( já que proeminentes acadêmicos e profissionais da geologia puxaram essa polêmica, por rebeldia, revanchismo ou vaidade pessoal ) até para que com provas seja erradicada mais uma vez de forma aberta e legitima.

A própria Teoria da Evolução com sua base frágil, carcomida por falsas provas, por teses de acadêmicos francamente desonestos e por seu desprezo a provas igualmente científicas que a inviabilizam se mantém com massiva e quase total divulgação simplesmente por razões ideológicas e políticas, se não fosse tal, a última página da edição original de a "Teoria das Espécies" de C. Darwin não teria desrespeitosamente tirada de todas as publicações posteriores. Nessa última página o pesquisador afirma que o seu trabalho não nega a existência de Deus e o fato de Ele, Deus ter criado todos os seres vivos como os encontramos no mundo. 

A Bíblia declara que os seres humanos só existem graças a uma Monogênses, antes da Ciência se dividir entre contra essa afirmação ou a favor dela. Aliás pretender combater o abominável racismo defendendo a Poligêneses é um tiro no pé para a Academia e caso ela fosse provada ser a verdade, corroborando para Ciência ateia. Mas as coisas não parecem tão simples e os jogadores em lados tão simploriamente definidos.

A Bíblia sempre afirmara que o Universo teve  momento zero e igualmente declara o seu final, tão surpreendente que se alinha com o que a Ciência com seus cálculos matemáticos asseveram no "Big Crach", em que as Escrituras declaram que os céus se recolherão como um "tecido", enrolados como eram os tecidos ( e até hoje ) por ocasião da vida de seus escritores. Muita gente não sabe mas somente entre seis e sete décadas, por ocasião da formulação da Teoria do Big Bang ( a contra gosto do cientista que se opunha a ele e que cunhara por infortúnio o nome que lhe tornara famosa ( a teoria ), ou seja: a Bíblia estava correta e a Ciência aquela altura, errada!

Sobre a eternidade ( de Deus ) e da relatividade do tempo, novamente em vários textos das Escrituras, e não como simples figura de linguagem, essa relatividade é deixada desconcertadamente clara: um dia para Deus é como mil anos e mil anos como um dia. E do espaço? antes dos filmes de ficção do seculo XX, Filipe é transportado entre dois locais geograficamente distantes, Elias é arrebatado em uma carruagem de fogo e reaparece vivo no monte da Transfiguração conversando com Jesus e Moisés e certamente falando sobre algum assunto atual dos dias de Jesus e de um futuro mais a frente.

E sobre a origem da diversidade linguística, na verdade um processo que acontece até mesmo nos dias de hoje com uma aproximação geográfica e cultural gigante e efetiva entre todos os povos do planeta. Se a nossa origem é resultado de uma "poligêneses" perfeitamente lógica essa diversidade. Mas se temos uma "monogêneses" como a Bíblia e parte da Ciência defendem, a narrativa bíblica junto a elementos linguísticos comprovadamente analisados pela arqueologia e a linguística modernas, novamente não há como zombar da fé judaico-cristã.

O tema dessa postagem daria facilmente para a escrita de um livro, entretanto escolhi reportar-me a alguns poucos e talvez mais notáveis apontamentos. Hoje a Ciência e a ficção científica, notadamente difundida amplamente através do cinema defende a existência de extraterrestres alocando materialidade e boa parte de talentos humanos na busca obstinada de "outros mundos habitáveis" e possíveis "seres com outra matriz biológica". As esperanças são grandes quando se descobre a possibilidade real de haver muitos outros planetas com real semelhança ao nosso. Parte-se da premissa com falsa lógica, que se a vida se "auto criou" uma vez  ( já que negam objetivamente a necessidade de um Deus Criador ) esse probabilístico fato do ponto de vista estatístico-matemático, mas ilógico por ser injustificável razoavelmente, se repetiria deterministamente por simples vício.

Qualquer um, portanto ao ser abordado por uma reportagem de tv desocupada, pode sim responder que "sim, acredita em Ets"! E dentro da Ciência há sim, igualmente muitos cientistas realmente entusiasmados por essa ideia. A maioria imaginando que avanço seria decorrente do fato de realmente encontrarmos com seres mais avançados que nós mesmos, inaugurando uma nova era de desenvolvimento, extirpação das anomalias sociais e comportamentais humanos, provando objetiva e incontestavelmente que há de fato nesse universo irrazoavelmente auto criado, uma "evolução" sem que nem para que, e que apenas correspondemos como espécie e lugar geográfico no espaço, uma parcela e um estágio de tudo que exista. 

Mas a alegria de ateus e anti-religiosos cm essa possibilidade seria o objetivo desmascaramento da tradição judaico-cristã, religião que promove o atraso, toda forma de crendice, condicionamento, patriarcado, etc ( como se nenhuma outra religião pagã no distante ou próximo passado, ou mesmo nas grandes religiões pós cristianismo, Budismo e Islã e outras não fizessem o mesmo e quase sempre, bem pior.

Mas finalmente, a Ciência e a Bíblia discordam ou concordam nesse ponto? A Bíblia é declaradamente e exageradamente "antropocêntrica" ou não?

A Bíblia nunca afirmara que o ser humano, a humanidade, foi ou era a única forma inteligente no chamado "universo", nem tão pouco a melhor ou a mais grosseiramente dito: "evoluída".

A Bíblia nunca afirmou ou deixou a ser entendido como se "estivéssemos sozinhos" no Universo ou mesmo além dele. Mesmo que simploriamente se iguale "anjos" e "demônios" a seres mitológicos e plasticamente simplórios como as personagens de toda a mitologia criada em diversas épocas por diversas culturas humanas. Na verdade a arte e artistas europeus, da velha Europa e das igrejas Católicas Romanas e Ortodoxas é que ao longo dos mais de um milênio escolheram por razões didáticas imediatas promoverem ideias erráticas visualmente acerca do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, da aparência de Adão e Eva, da aparência da Serpente e de anjos com asas e cachinhos dourados na cabeça.

Ao contrário, a Bíblia dá a entender que somos provavelmente, a última espécie criada por Deus! O descanso sabático de Deus se refere a criação de seres vivos, visto que Jesus afirmara que "meu Pai trabalha até agora e eu também trabalho". Por algum motivo, a semelhança de tantas coisas que desconhecemos como Jó foi confrontado a desconhecer, e a tantas coisas que continuaremos a desconhecer, como Paulo se referira a "coisas ocultas" que somente a Deus pertencem, não saberemos mas aparentemente, até agora fomos  representamos, a última e grande novidade da criação divina. Por outro lado antes de nós outros seres também inteligentes, conhecedores do bem e do mal como o próprio Deus, já existiam e continuam existindo em algum lugar.

Cientistas proeminentes e cujas opiniões por justiça não podem ser desprezadas, afirmam que graças a extensão do universo que se torna cada vez mais conhecido por nós, embora esse conhecimento seja ínfimo ainda, torna impossível qualquer possibilidade de encontro inadvertido, entre espécies vivas mesmo inteligentes, pelo simples lapso temporal e espacial, lógico e factual: se existiram ou existam, além da separação espacial imensa e impossível de ser vencida, é mais improvável que coexistam no mesmo estágio de desenvolvimento e portanto tecnológico. Trata-se do paradoxo  de Fermi.

Portanto, antes e independente da chamada Ciência, a Bíblia já afirmara que não somos os únicos seres inteligentes existentes, a Terra não é o único lugar a abrigar vida ( "Na casa de meu Pai há muitas moradas" ) e que a matriz biológica terrestre não é e nunca foi a única forma de vida!

A Bíblia já apontara a existência de vida biológica, como a conhecemos e própria do nosso planeta, vida espiritual que não deve ser confundida com plasmas fantasmagóricos; vida que assumem diversas aparências para comunicação ( a dos anjos por exemplo em eventos bíblicos que nem de longe parecem ser os anjos concebidos pelos artistas europeus ); vida de outra natureza que pode até mesmo interagir e criar descendência mutante com humanos ( anjos que coabitaram com mulheres humanas dando origens a homens sobre humanos ); seres de outra origem que podem literalmente viver como parasitas em humanos ( demônios que se apossam de seres humanos ); seres que vivem além do tempo e do espaço ( como Satanás por exemplo ); Seres com poder sobre os elementos e sobe o mundo físico ( bem além da simplória imaginação das mitologias pagãs e das personagens dos quadrinhos modernos ), etc.

Já a Ciência tem que se contentar com a improvável esperança que suas crenças sem Deus possam a vir serem comprovadas de alguma forma um dia, mesmo que alguns proeminentes de seus cientistas membros digam que isso não acontecerá, por diversas razões bastante lógicas.

Por Helvécio S. Pereira*

* graduado em Desenho/ Plástica/ História da Arte pela EBA/ UFMG e pedagogia pela UEMG

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